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terça-feira, 6 de março de 2012
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Dilma deixa a Alemanha após discutir crise financeira com Merkel
à imprensa nesta terça em Hannover, na Alemanha
(Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)
A presidente Dilma Rousseff deixou a Alemanha nesta terça-feira (6) após uma visita de três dias ao país europeu, na qual discutiu a crise financeira internacional com a chanceler alemã, Angela Merkel.
Dilma Rousseff voltou a criticar nesta terça as operações de liquidez do Banco Central Europeu (BCE), ao afirmar que os países emergentes, como o Brasil, sofrem com a valorização de suas moedas.
"Nas reuniões bilaterais, eu manifestei para a chanceler a preocupação do Brasil com a expansão monetária que vem ocorrendo por parte dos desenvolvidos - com os EUA obviamente uma parte mais significativa -, mas que agora a expansão monetária da União Europeia provoca desvalorização das moedas, o que consideramos adverso para o comércio internacional do Brasil", afirmou Dilma em declaração à imprensa na manhã desta terça.
Segundo ela, "o que tem acontecido é que os países emergentes têm visto suas taxas de crescimento diminuir".
"Acertamos que cada governo, entendendo os problemas de suas respectivas regiões, irá buscar melhores formas de cooperação no sentido de ultrapassar esse período adverso para a economia internacional", completou Dilma.
A presidente voltou a citar que o Brasil tomaria medidas para se proteger da guerra cambial, mas disse que serão "medidas que não firam a Organização Mundial do Comércio" para evitar que a desvalorização da moeda "desindustrialize a economia brasileira".
Merkel disse que tranquilizou Dilma de que a liquidez do BC europeu é uma medida destinada a ajudar as reformas da zona do euro a fim de enfrentar a crise da dívida. O Brasil tem pedido que a Europa estabilize o euro antes que o FMI possa aumentar seu próprio capital e libere mais fundos para países em dificuldades da zona do euro, como a Grécia.
"A presidente manifestou preocupação com a expansão monetária que conduz à valorização da moeda brasileira de modo que há mais importação e menos exportações. Isso tem a ver com a liquidez no âmbito do Banco Central Europeu. Eu expliquei que temos que aproveitar o tempo que temos para estabilizar a situação", afirmou Merkel.
Merkel afirmou ainda que vai levar o tema para discussão na próxima cúpula do G20, que será em junho no México.
Angela Merkel e a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, falaram à imprensa após reunião na feira de tecnologia Cebit, em Hannover.
A chanceler alemã disse ainda que obteve o compromisso de Dilma de que o Brasil participará de uma recapitalização do Fundo Monetário Internacional (FMI), o que por sua vez poderia ajudar a reforçar os fundos anticrise para a zona do euro. A presidente brasileira afirmou, porém, que a ajuda ao FMI deve ser acompanhada de maior espaço dos emergentes na direção do fundo.
"Desde reunião do G20 fomos a favor o aumento da maior participação do Brasil nas cotas do FMI. Para haver aumento de cotas tem de haver proporcional alteração dos emergentes na direção do FMI", disse Dilma nesta terça em pronunciamento à imprensa em Hannover, na Alemanha.
Tsunami x protecionismo
Ao discursar na segunda após a presidente Dilma Rousseff na abertura da Feira Internacional das Tecnologias da Informação e das Comunicações, a Cebit, em Hannover, na Alemanha, a chanceler Angela Merkel criticou "medidas protecionistas unilaterais" como estratégia para sair da crise financeira internacional.
"A presidente Dilma citou tsunami de liquidez, manifestou sua preocupação. Temos de olhar para medidas protecionistas unilaterais. Penso que a confiança é o caminho que devemos trilhar para sair da crise. [...] Nós, europeus, ficamos conscientes do fato de que temos que olhar além das nossas fronteiras", declarou Merkel. Segundo ela, trata-se de uma "crise bem delicada".
A fala ocorreu poucas horas depois de a presidente Dilma criticar a "política monetária expansionista" dos países desenvolvidos e afirmar que o Brasil tomará "todas as medidas" para se proteger.
“Eu reconheço que [a política cambial] é um mecanismo de defesa, mas você ganha tempo só. O que o Brasil quer mostrar é que está em andamento uma forma concorrencial de proteção de mercado que é o câmbio, uma forma artificial de proteção do mercado. [...] Somos uma economia soberana. Tomaremos todas as medidas para nos proteger", afirmou a presidente a jornalistas na manhã de segunda em Hannover, no lobby do hotel Luisenhof.
Loja de aplicativos da Apple alcança 25 bilhões de downloads
de downloads (Foto: Reprodução)
A loja virtual de aplicativos da Apple, a App Store, atingiu a marca de 25 bilhões de downloads no sábado (3).
O usuário que fez o último download para alcançar o número receberá US$ 10 mil para gastar com os conteúdos disponíveis no iTunes, na App Store ou na loja de livros virtuais iBook Store. O nome do ganhador ainda não foi divulgado.
Os usuários do sistema iOS podiam participar da promoção baixando os aplicativos disponíveis nas lojas.
O anúncio de que a Apple estava chegando ao número de 25 bilhões de downalods foi anunciado em fevereiro. A loja de "apps" tem quatro anos de funcionamento. Em 2008, nove meses após a estreia da loja, 1 bilhão de aplicativos foram baixados. Em janeiro de 2011, este número foi de 10 bilhões de donwloads. Segundo a Apple, a App Store tem mais de 600 mil aplicativos pagos e gratuitos que funcionam no iPhone, iPod touch e iPad.